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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

RENDIDO


forbidden-afterdark:

(via cavemaninaspaceship, thingsthatexciteme)
Sim, eu sei que está 
Rendido a esse meu jeito de ser “Menina”
Quando olha dentro de meus olhos 
De sentir tanto de mim
De saber tanto de mim 
Sim, eu sei que está, 
Não ouse negar 
Rendeu-se aos meus encantos de “Mulher”
Que provoca toda a tua libido
Que provoca com todos os desejos 
Inspirando-lhe sonhos lascivos
Que faz teu corpo “arder”
Como que chamando por mim
E quando a noite torna-se madrugada
Eu ouço o teu clamor… 

Estou rendida a você
Porque eu sinto cada um desses desejos na pele
Sentindo a cada carinho , a cada carícia
Sentido em forma de prazer 
Quando comungamos com nossos corpos
A união que se faz em ato de amor
Encaixando-me em você 
Unindo-me… selando-me em você 
Como nunca havia sido com ninguém
Estou rendida a você 
Ao ponto de perceber em meu olhar e jeito de “Menina”
A sua cúmplice… 
Aquela que se faz íntima de você… 
Aquela que torna-se amante e ama
E que faz de você meu amado
Suas mãos entrelaçam nas minhas, 
Seus olhos apenas afixos nos meus, 
Teus murmúrios confessados ao meu ouvido
Gemidos que ecoam 
Corpos que se manifestam num ritmo 
E embalo ora lentamente… 
Ora incessantemente num frenesi constante

Eu sei que está rendido
A esse meu jeito de ser “menina” 
Que toca o seu coração com meus sonhos 
Eu sei que está rendido 
A esse meu jeito de ser “mulher”
Que toca o teu coração com meus desejos 
Esse jeito que não poderia ser menos, 
Eu sei você sente, 
Porque eu posso sentir, sinto!
Está rendido a mim , eu sei 
Nessas noites desejosas
Meus beijos são todos seus
Minhas carícias são tuas
Meus carinhos são seus
O meu querer é todo teu
E fazer com que renda-se a mim 
Envolvendo-me assim é .. 
O prazer é todo meu !
Estou envolvida… 
E intensamente rendida!
Eva Correia

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Óbvio



Vulgas as vulvas vagam soltas
às páginas galgam vivas figuras
violam vigas (ou) afagam vaginas
aos pares várias fazem amores
Gerson Nagel

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tua língua



Tua língua toca minha alma
és o poço das galáxias longínquas
e vejo a lua lindo, cheia, radiante
no céu da tua boca
eu já era a Torre Eiffel
e em meu coração mais batia a vida
Eu te entumesço o rosto
lambuzo teus lábios rubros
enterro-te minha lâmina
no mormaço da tua língua faminta
cresço-me, enrijeço-me, teso
pau madeira-de-lei
acossado pela tua carícia
ah! a tua gula pulsa minha
nos meneios de veludo do teu toque
todos os truques para me capturar
eu e meu míssil dominado
Rara e feita me engole
debruçada sobre o meu cajado
como se fosse a melhor comida
o pico do Aconcágua em transe
buscando a ejaculação constante do meu Etna
com teu faro que desembaínha meus grunhidos
e levita só assim desfalecido
me devolves a vitalidade




Luiz Alberto Machado